Escrito por Instituto SENAI/SC 02/10/2026 Inovação e Tecnologia Industrial

Micro e pequenas empresas: por que o Programa Empresa Boa pode destravar sua produtividade escondida

A iniciativa que ajuda indústrias catarinenses a produzir melhor com os recursos que já possuem, com consultoria gratuita 100% subsidiada.

Você sente que sua micro ou pequena indústria trabalha bem, mas, na prática, os resultados poderiam ser melhores?

Os pedidos entram, a equipe produz, a operação funciona, porém surgem sinais incômodos: atrasos, retrabalho, desperdícios e aquela sensação de que a operação poderia render mais com o que você já tem hoje.

Se isso faz sentido para você, este conteúdo foi feito exatamente para o seu contexto.

Ao longo deste artigo, vamos explicar:

  • O que é o Programa Empresa Boa, iniciativa do SEBRAE + SENAI
  • Quais são as principais dores das micro e pequenas indústrias que o programa ajuda a enfrentar
  • Como funciona, na prática, a jornada de consultoria 100% subsidiada
  • Que tipo de resultados e benefícios as empresas participantes vêm percebendo

Ou seja: você vai entender se o Programa Empresa Boa faz sentido para a sua indústria e por que ele pode ser um passo estratégico para ganhar produtividade sem, necessariamente, começar por novos investimentos em máquinas ou pessoas.

1. Programa Empresa Boa SEBRAE + SENAI: por que ele existe?

Antes de tudo, o Programa Empresa Boa nasce de uma realidade clara: pequenas indústrias costumam buscar solução em novos investimentos (máquinas, pessoas, estrutura), quando ainda há muito potencial de melhoria dentro do próprio processo produtivo.

“Será que minha empresa poderia produzir melhor com os recursos que já possui?”

Pensando nisso, o Programa desenvolveu uma jornada focada em produtividade, redução de desperdícios, organização do processo e preparação para novos mercados, incluindo internacionalização, sempre adaptada à realidade de micro e pequenas indústrias catarinenses.

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2. As principais dores das micro e pequenas indústrias que o programa ajuda a enxergar

Micro e pequenas indústrias vivem dores que, muitas vezes, passam despercebidas na correria do dia a dia, como:.

2.1 Gargalos que travam o fluxo

É comum encontrar etapas da produção que sempre “seguram” o andamento dos pedidos. Alguns setores acumulam fila de trabalho, enquanto outros ficam ociosos.

Nesse sentido, a capacidade produtiva real nunca é totalmente utilizada porque o fluxo não está organizado da melhor forma.

2.2 Desperdícios e retrabalho

A perda de matéria-prima, as refações constantes e as variações de qualidade mostram que parte do esforço da indústria é gasto em refazer e corrigir, em vez de avançar.

Em outras palavras, há custo extra e perda de margem que não aparecem diretamente no balanço, mas se manifestam no dia a dia da operação.

2.3 Falta de previsibilidade e controle

Muitas empresas operam sem rotinas claras e sem indicadores simples para acompanhar produção, prazos e capacidade.

Como resultado, a gestão toma decisões com base em percepção, não em dados. Isso torna mais difícil planejar crescimento, avaliar investimentos ou aceitar novas demandas com segurança.

2.4 Dúvidas sobre como se preparar para novos mercados

Quando surge a oportunidade de vender para clientes maiores, outros estados ou mesmo para fora do país, aparecem dúvidas sobre normas, padrões e requisitos.

Sem uma base de processo bem estruturada, a internacionalização e a entrada em novos mercados parecem sempre “um passo à frente” da realidade da empresa.

3. Como o Programa Empresa Boa atua na prática

Agora, vamos aprofundar como o Programa Empresa Boa organiza essa jornada dentro da indústria.

A consultoria acontece ao longo de cerca de três meses, com aproximadamente 20 horas de acompanhamento, combinando encontros online, atendimentos individuais e visitas presenciais à indústria.

Assim como a rotina da operação é dinâmica, o programa também alterna momentos de análise, planejamento e implementação.

Etapas principais da jornada

Em primeiro lugar, a indústria passa por um diagnóstico da produtividade. Especialistas analisam o processo produtivo, identificam gargalos, desperdícios e oportunidades de melhoria. Depois, é construído um plano de ação personalizado, focado em resultados tangíveis para aquela realidade específica.

Em seguida, inicia-se a implantação das melhorias, com acompanhamento próximo para ajustar recomendações à rotina diária da empresa. Posteriormente, os resultados são avaliados, comparando o cenário anterior e o posterior à intervenção.

Por fim, a indústria recebe apoio para se preparar para internacionalização, entendendo requisitos e caminhos para atuar em mercados mais exigentes. 

4. Benefícios que pequenas indústrias costumam perceber

Em síntese, os principais ganhos que as indústrias participantes relatam estão ligados à forma como o processo produtivo é reorganizado.

Em muitas empresas, o primeiro impacto é um ganho médio de 15% em produtividade em uma etapa do processo. Isso acontece porque o fluxo é reorganizado, desperdícios são reduzidos e retrabalhos caem, sem que a empresa precise, necessariamente, investir de imediato em novas máquinas ou pessoas.

Além disso, a operação passa a ter:

  • Mais clareza sobre onde estão os gargalos
  • Rotinas mais organizadas e previsíveis
  • Indicadores simples que permitem acompanhar o dia a dia
  • Base mais sólida para decisões de investimento e expansão

Como resultado, a indústria não apenas produz mais, como passa a entender melhor como produz, e quais ajustes geram maior impacto no negócio.

5. Quem pode participar do Programa Empresa Boa?

Atualmente, o Programa Empresa Boa é direcionado a um perfil específico de empresa. Para participar, é preciso:

  • selecionadaSer Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP)
  • selecionadaTer processo produtivo próprio
  • selecionadaPossuir CNAE principal ou secundário industrial, nas faixas 5 a 43
  • selecionadaEstar com situação cadastral ATIVA na Receita Federal
  • selecionadaNão ter sido atendida anteriormente pelo Programa Empresa Boa

Além disso, é importante considerar que restam poucas vagas, já que o programa foi planejado para atender um número limitado de indústrias catarinenses.

6. Programa Empresa Boa: produzir melhor com o que a indústria já tem

Em conclusão, o Programa Empresa Boa é uma resposta prática a um desafio real das micro e pequenas indústrias: aumentar a competitividade olhando primeiro para dentro da operação, não apenas para fora.

Ao ajudar empresas a enxergar gargalos, reduzir desperdícios, organizar rotinas e se preparar para novos mercados, o programa transforma processo produtivo em resultado de negócio.

Se você é empresário, gestor industrial ou profissional de produção em uma micro ou pequena indústria de Santa Catarina, e percebe que há espaço para melhorar o uso dos recursos atuais, essa iniciativa pode ser o apoio que faltava para destravar a produtividade da sua operação.

Como participar e saber mais

Descubra, na prática, como o Programa Empresa Boa pode ajudar a sua indústria a organizar o processo, reduzir desperdícios e ganhar produtividade com os recursos que você já tem hoje: Preencha o formulário 

Quer conhecer mais detalhes sobre a jornada, etapas e resultados? Saiba mais

Autora: Dra. Letícia Ávila